Deparei-me hoje diante de um dilema. Sim, e ele não demorou muito a ser respondido. Foi só pensar, para a resposta não tardiamente vir. E um pouco da minha maluquice filosófica herdada de “O mundo de Sofia”. Bom, o dilema foi o seguinte: porque Diabos o livro “Crepúsculo” carrega esse nome? Para curiosos de plantão, digo-lhes que minha resposta não será o suficiente para vocês entenderem. O que digo? Leiam. Serei o mais sincera que puder. E farei como sempre. Dar o melhor de mim, não jurando nada. E penso neste mesmo instante, como explicar-lhes sem comprometer a história, ou ao mesmo tempo distorcê-la. Não esqueçam: Esta é minha teoria. Não a verdade, nem mesmo o mais provável. Mas o que penso. Para começar minha singela explicação, pergunto-lhes: Qual é a hora mais escura do dia? É um provérbio. Depois de você refletir sobre isto e obter a resposta certa, acompanhe-me. Você vai adentrar em um novo mundo. O mundo das minhas reflexões. Ele é novo para você. Acredite. Prepare-se. Porque assim como a resposta do tal provérbio acima citado, a resposta do título dado ao início da saga, é a mesma! É, a mesma. E a não ser que você conheça o provérbio, duvido que tenha acertado a resposta. Porém a resposta exata, pouco importa você saber. O que importa é a lógica por trás dela. Prosseguindo. Quando se procura tal palavra no dicionário recebemos a seguinte denominação: Claridade frouxa que precede a escuridão da noite. = anoitecer. Acho que isso resume muitas coisas. A resposta do provérbio é: antes do dia nascer. Sim, esta é a hora mais escura do dia. Então me pergunto. Crepúsculo seria a hora mais clara do dia? Sabemos que não, está pouco antes do anoitecer, totalmente contrário a amanhecer (lembre-se disto, para o final desta minha tese). A lógica então não faz sentido. Droga, tudo por água abaixo. Não, ainda não acabei minhas reflexões. A lógica é mais simples do que parece. Esta explícita. É a certeza. Assim como temos a certeza de que o dia irá nascer e clarear, pouco antes do nascer do sol; Temos a simples certeza de que irá anoitecer, no crepúsculo. Simples assim. Foi uma pequena e complexa reflexão que me levou a compartilhar convosco. E tudo novamente volta a fazer sentido. Do crepúsculo ao amanhecer. Se é que você me entende. Fim da reflexão. Agora uma pequena defesa à saga. Não é apenas um romance infantil digno de uma adolescente. Leiam. Eu repito, leiam. Independente do sexo ou da idade. É um preconceito mesquinho achar que é um “romancezinho” barato. Sim, um preconceito. Pré-conceito. Pois você não o leu inteiramente para chegar a esta conclusão. Apenas foi pela conclusão de outros. Digo que tenham cara para ler. É um livro maravilhosamente descritivo, e tão, que posso sentir o cheiro, o sabor e os mesmos sentimentos vividos por Bella. Sua frenesi ao ver Edward, é a mesma que a minha ao virar as páginas e terminar os capítulos. Entenda. Compreenda.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
domingo, 16 de agosto de 2009
Pequena reflexão dos meus pensamentos confusos
Bom, normalmente, depois de um prólogo viria uma longa história. Com seus desfechos, clímax, e todo o desenrolar. Assim, ao fim, teríamos um epílogo. Não acho que esta longa discussão sobre meus pensamentos vá ser boa o suficiente para que mereça um final importante. Não o bastante para um epílogo. Não o bastante, no mínimo, para que mereça tal denominação. Ando satisfeita esses dias, não como eu queria. Posso talvez comparar minha dieta de leitura com a dieta alimentar de Edward, estou à base de tofu e leite de soja. Como assim? Você deve estar se perguntando. Eu vou tentar, vou dar o máximo de mim. Não prometo nada. Nem que irá entender, muito menos que vá ter sentido. Mas como disse, irei me esforçar. Nos meus últimos relatos, deixei bem claro que ando com uma gana de ler. Uma ansiedade. Tal que acho que só notei a intensidade hoje. Ao notar retardadamente que em menos de dois dias eu havia lido cento e sessenta páginas de “Crepúsculo”. Repito, estou faminta por palavras e pensamentos. Parei, pensei e refleti. Notei que estava indo depressa demais, precisava estudar para os exames e foi como quando Edward teve que parar de beber o sangue de Bella, ou quando Liesel teve que se socar por dentro quando negou os beijos de Rudy. Foi difícil e dolorido. Assim como terminar minha última leitura. Foi no mínimo, para se dizer, exaustivo. Quando parei e fui estudar que senti. Meu cérebro estava pulsante. Estava cheio e pesado. Eu sabia que era de pensamentos e de minha fértil imaginação entrando em atividade. Só o que não pude saber, foi se iria aguentar. Se vou conseguir ir mais gradativamente com a leitura. E não afobada e esfomeada como estava. Tudo o que tenho a dizer é que os livros andam mexendo comigo de uma forma estranha. Anda sendo desagradável ter que hesitar a todas essas palavras, que quando juntas promovem-me pensamentos novos. Se vou continuar meus relatos eu não sei. E muito menos juro. Mas sei que posso adiantar esse epílogo, na humilde tentativa de ao invés de relatos, tentar uma crônica ou uma história mais interessante aos seus olhos. Pobres olhos de vocês, que andam se alimentando dessas minhas desprezáveis histórias. Prometo-lhes que quando puder criar e parar de pensar, eu escrevo aqui.
sábado, 15 de agosto de 2009
Um pequeno segredo, um novo pensamento.
Tudo depois deste pequeno prólogo seria simplesmente insignificante. Foi um bom discurso. Comumente e relativamente honesto ao que eu poderia pensar em escrever. Se você teve o prazer de ler meu último equívoco texto, deve ter notado que voltei a pensar. De fato sim, mas isso se deve a um importante fato- minha iniciação em “Crepúsculo” impressionante e apaixonante. Meus pensamentos voltam a fervilhar. Como se em minha mente a água saísse de um patamar e entrasse em processo de ebulição. Porém um pensamento novo veio à tona. Resisti ao mesmo tempo em que me excitei. Hesitei e então me rendi. Era um pensamento novo, assim como “A menina que roubava livros” me deu ótimos pensamentos e roubou-os de mim no epílogo do livro, “Crepúsculo” vinha com suas características. Sua história era outra. Passa-se em outro tempo e local. Entretanto, pensamentos novos são apenas pensamentos novos. São coisas a pensar diferentes, porém a sensação de pensar algo novo é a mesma. Sem mais embolação, como se trata de um romance, me senti tomada pela vontade de imaginar tal coisa. Durante a leitura, sinto uma comichão e logo começo a dar risos extremamente encabulados a mim mesma. Pode ser pelo simples fato do mais novo dos Cullen ser extremamente apaixonante e um idiota sensível. Quando comecei a lê-lo –por volta das dezoito horas- ouvi novamente minha voz, e pensei. É, literalmente pensei, consegui questionar-me silenciosamente ao mesmo tempo em que isto acontecia me veio uma ânsia. Tal ânsia decorrente da minha última refeição que fora devorada rápida demais para ser digerida. Quando isso ocorreu, veio logo minha fome, minha ansiedade e estou com a mesma sensação de insatisfação mental. E me vejo dependente de tal leitura. Penso que isso pode ser eterno, essa dependência, mas não me assusta. Saberei que posso refrescar meus pensamentos. E que poderei imaginar novamente - e sempre que estiver lendo “Crepúsculo”- a tal cena que me inspirara a redigir este texto. Um segredo. Não conte a ninguém sobre esse meu novo pensamento. Estou confiando em você.
Pequena paródia: A menina que roubava pensamentos.
O início de tudo:
-Um livro finalizado
-Uma mente pensante
-Um blog iniciado
A menina que roubava pensamentos. É assim que deveria ser o título do livro escrito por Markus Zusak. “A menina que roubava livros”, pff! Por favor, tudo o que ela roubou foram pensamentos, porém não os roubou da Alemanha nazista, nem os furtou da neve de um cemitério, muito menos de uma pilha de fogo e nem foi seu melhor amigo que o resgatou. Foram meus pensamentos, ela conseguiu, e eu que pensava que tudo o que ela seria capaz era de entrar em uma biblioteca alheia pela janela e roubar um livro por dia; Ela fez muito mais do que isso, ela roubou pensamentos de uma pessoa inocente. Aquela tal Liesel Meminger roubou algo necessário a uma pessoa, os pensamentos dela. Vou parar de fazer uma resenha de “A menina que roubava livros” e apenas lhes contar como meus pensamentos foram roubados. Tudo começou na parte sete deste tal livro. Pequeno parênteses (Comprei-o há dois anos atrás pelo seguinte motivo, uma frase, “quando a morte conta uma história, você deve parar para ler” e assim conheci o livro. Comecei a ler, porém parei. Li novamente, parei. E pela terceira vez o li, parei).Voltando para a parte sete. Há um mês - nas férias – estava decididamente pronta para terminá-lo. Algumas vezes ouvi dizer que algumas pessoas nunca terminavam de ler um livro, o porquê foi o que eu nunca soube, até vivenciar. Foi na quarta vez em que o li que consegui terminá-lo. Para mim uma superação. Talvez na angústia do término do livro, ao finalizar minha leitura, a história de Liesel sumiria de minha vida, ou não. Foi assim que tudo começou. Pensei e pensei milhares de vezes antes de iniciar a parte sete do livro, até que tomei coragem e enfrentei minhas dificuldades e comecei, quando comecei esta parte que era uma novidade para mim, logo veio uma ansiedade, uma vontade louca de devorar o livro e terminá-lo de uma vez, antes que eu parasse novamente. Foi quando eu terminei, chorei e parei- dessa vez não foi de ler e sim para refletir- mas não pude. Fui impedida pela ausência de pensamento, pela falta da minha própria voz indagando-me perguntas (obviamente eram perguntas retóricas, visto que eu mesma as respondia), falta de pensar em alguém, algo, até mesmo uma música. Foi quando eu descobri que a sacudidora de palavras havia roubado meus pensamentos. Quando eu percebi que sua história estaria em minha mente para sempre, por completo. E a falta de pensamento me perturbou, eu precisava daqueles pensamentos, precisava de uma voz conversando comigo a todo o momento da minha vida. Um espaço vazio, uma lacuna foi o que ficou na minha mente. Quando eu vi que agora seria dependente de algo, seria uma doente. Teria uma vida, porém dependendo de uma coisa. Livros. Percebi que teria de ler histórias e mais histórias para poder voltar a ter pensamentos, e sabendo que não seriam eternos que nem antes, apenas provisórios. Quando leio tenho uma fome, uma ansiedade de comer esses livros, de lê-los rápida e intensamente, sem parar. E quando quero que pare essa fome, tudo o que sinto é mais desejo e a saciedade não vem. Espero por ela todos os dias, na esperança de não ler mais. Estou presa a isto.