O início de tudo:
-Um livro finalizado
-Uma mente pensante
-Um blog iniciado
A menina que roubava pensamentos. É assim que deveria ser o título do livro escrito por Markus Zusak. “A menina que roubava livros”, pff! Por favor, tudo o que ela roubou foram pensamentos, porém não os roubou da Alemanha nazista, nem os furtou da neve de um cemitério, muito menos de uma pilha de fogo e nem foi seu melhor amigo que o resgatou. Foram meus pensamentos, ela conseguiu, e eu que pensava que tudo o que ela seria capaz era de entrar em uma biblioteca alheia pela janela e roubar um livro por dia; Ela fez muito mais do que isso, ela roubou pensamentos de uma pessoa inocente. Aquela tal Liesel Meminger roubou algo necessário a uma pessoa, os pensamentos dela. Vou parar de fazer uma resenha de “A menina que roubava livros” e apenas lhes contar como meus pensamentos foram roubados. Tudo começou na parte sete deste tal livro. Pequeno parênteses (Comprei-o há dois anos atrás pelo seguinte motivo, uma frase, “quando a morte conta uma história, você deve parar para ler” e assim conheci o livro. Comecei a ler, porém parei. Li novamente, parei. E pela terceira vez o li, parei).Voltando para a parte sete. Há um mês - nas férias – estava decididamente pronta para terminá-lo. Algumas vezes ouvi dizer que algumas pessoas nunca terminavam de ler um livro, o porquê foi o que eu nunca soube, até vivenciar. Foi na quarta vez em que o li que consegui terminá-lo. Para mim uma superação. Talvez na angústia do término do livro, ao finalizar minha leitura, a história de Liesel sumiria de minha vida, ou não. Foi assim que tudo começou. Pensei e pensei milhares de vezes antes de iniciar a parte sete do livro, até que tomei coragem e enfrentei minhas dificuldades e comecei, quando comecei esta parte que era uma novidade para mim, logo veio uma ansiedade, uma vontade louca de devorar o livro e terminá-lo de uma vez, antes que eu parasse novamente. Foi quando eu terminei, chorei e parei- dessa vez não foi de ler e sim para refletir- mas não pude. Fui impedida pela ausência de pensamento, pela falta da minha própria voz indagando-me perguntas (obviamente eram perguntas retóricas, visto que eu mesma as respondia), falta de pensar em alguém, algo, até mesmo uma música. Foi quando eu descobri que a sacudidora de palavras havia roubado meus pensamentos. Quando eu percebi que sua história estaria em minha mente para sempre, por completo. E a falta de pensamento me perturbou, eu precisava daqueles pensamentos, precisava de uma voz conversando comigo a todo o momento da minha vida. Um espaço vazio, uma lacuna foi o que ficou na minha mente. Quando eu vi que agora seria dependente de algo, seria uma doente. Teria uma vida, porém dependendo de uma coisa. Livros. Percebi que teria de ler histórias e mais histórias para poder voltar a ter pensamentos, e sabendo que não seriam eternos que nem antes, apenas provisórios. Quando leio tenho uma fome, uma ansiedade de comer esses livros, de lê-los rápida e intensamente, sem parar. E quando quero que pare essa fome, tudo o que sinto é mais desejo e a saciedade não vem. Espero por ela todos os dias, na esperança de não ler mais. Estou presa a isto.
sábado, 15 de agosto de 2009
Pequena paródia: A menina que roubava pensamentos.
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A sacudidora de palavras *-* eu tenho esse livro.. A menina que roubava livros nos faz rir e chorar como qualquer outro livro de qualidade. Livros.. meu vicio.
ResponderExcluirMô, você escreve muito bem amiga!
To seguindo seu blog, e sempre farei visitas aqui quando puder ;)
Beijo!